quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Evoé, Baco!





Sim, eu sou bacante. E estou extremamente inquieta.
Deixo minha inquietude de lado pra dizer evoé, Baco!



BACANAL


Quero beber! Cantar asneiras
No esto brutal das bebedeiras
Que tudo emborca e faz em caco...
Evoé Baco!

Lá-se me parte a alma levada
No torvelim da mascarada,
A gargalhar em douro assomo...
Evoé Momo!

Lacem-na toda, multicores,
As serpentinas dos amores,
Cobras de lívidos venosos...
Evoé Vênus!

Se perguntarem: Que mais queres,
Alem de versos e mulheres?...
- Vinhos!... o vinho que é o meu
fraco!...
Evoé Baco!

O alfange rútilo da lua,
Por degolar a nuca nua
Que me alucina e que eu não domo!...
Evoé Momo!

A Lira etérea, a grande Lira!...
Por que eu extático desfira
Em seu louvor versos obscenos,
Evoé Venus!


EM TEMPO: 

  • Evoé
        interj. Expressa entusiasmo, exaltação, intensa alegria.
        S.m. Brado de evocação a Baco nas orgias: eram evoés e brindes a ecoar em todo o recinto.
Retirado de: dicionário online de português



  • Na Roma Antiga, evocava-se Dionísio[1] durante as festas de orgias, pela expressão “Evoé, Baco![2]”. Esta evocação é estendida aos outros deuses, de forma a depreendermos que é por meio da embriaguês que o sujeito tenta subverter a ordem de valores, para assim entrar no universo carnavalizado, evocando Momo[3]. Entrando no universo da carne liberta, é possível, ao sujeito actante, almejar o terceiro objeto do seu querer: o amor das mulheres. Para tanto, evoca Vênus[4]. 
Retirado de: assisnoticias.com





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