quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Aceitando um convite!



Eu te convido a experimentar escolher ao invés de esperar ser escolhido. A arranjar um problema novo se não conseguir se focar numa solução para o antigo. Eu te convido a deixar ir quem te rejeita e se abrir para os que provavelmente estarão disponíveis afetivamente, para os que querem viver a mesma história que você. Eu te convido a parar de se vitimizar, a fazer um movimento contrário para que possa atrair o que te ilumina, agrega, alegra. Eu te convido a tomar coragem para aprender a receber, trocar e não somente se doar a ponto de apenas se doer. Eu te convido a tentar conviver harmoniosamente com você para, quando se relacionar, não subtrair, pois você não é uma metade. Eu te convido a viver sua inteireza por mais que esteja condicionado a acreditar que o seu tamanho é menor do que o real. Eu te convido a tentar se sentir imenso e a não aceitar menos do que merece. Eu te convido a ser grato e merecedor de coisas grandiosas. Eu te convido desaprender a codependência, a simbiose para que seu coração possa respirar com autonomia. Eu te convido a ficar à vontade para recusar o meu convite.

Marla de Queiroz

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Sobre chegadas e partidas...



Fim de ano. Aquela coisa de fazer retrospectiva e coisa e tal. Até começo a fazer lista de desejos, mas o vento da impaciência vai de brisa a tufão e adeus lista!

Muita coisa mudou. Foi tudo muito rápido e acho que eu estava na velocidade 1 quando a vida tava na velocidade 5 do créu.

Tô aqui pensando e vou me ater à minha vida afetiva/sexual. Tomei várias rasteiras. Tive grandes momentos.  Bons e ruins. Desperdicei chances únicas. Tentei agarrar água de chuva. Tomei decisões embriagadas de retardo. Fui realmente muito imbecil. Atirei pedra onde não devia e ao invés de mangas, caiu... nada. Até apedra que joguei, ficou. Nas inúmeras vezes que chorei, achei que tava saindo toda a água do meu corpo.

"Dancei um samba em traje de maiô e o tal do mundo não se acabou.", o que significa que me sabotei, me sacrifiquei, fui juíza implacável de mim mesma. Fui burra. Fui dócil. Fui eu.

Ainda bem que tá acabando, não aguento mais 2013.

Pra 2014, o que espero não é mudar nada disso. Esta sou eu. Pura, puta, santa, bruxa... tudo isso junto e misturado.  E sabe de uma? Gosto de ser quem sou. O que peço a Deus é sabedoria pra entender quem pode me ver. Preciso aprender a ser só. Esta vibe hospitaleira já deu o que tinha que dar.

Quero reciprocidade. É isso que quero. Parar com esta porra de doação. QUERO TROCAS SAUDÁVEIS! No máximo empréstimos.

E sim, tô falando também de sexo. Não só dele. Mas principalmente dele.

Da próxima vez que alguém  me perguntar o que procuro, direi que busco 

INTENSIDADE
RECIPROCIDADE
SIMPLICIDADE
CUMPLICIDADE 
NATURALIDADE.

Nada menos que isso. Pronto, descobri. Não tô falando de amor...  Tô falando de trocas saudáveis.

Quer brincar? Bora. Talvez.  Eu quero o talvez em minha vida. Não com hesitação, e sim, enquanto possibilidade!

Pode ser que nunca encontre? CLARO! Mas não quero nada menos que isso. Antes só que mal acompanhada!


E tenho dito.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Sobre nobreza



Demorava a tomar decisões. Libriana, pesava prós e contras, planejava, ponderava, media. E então, sentenciava.

Em uma relação de troca de poder, a sinceridade é um dos componentes principais.Trata-se de um jogo de adultos, envolve emoções e sentimentos. Marcas corporais saem facilmente. Soube que dá até pra remover Tatuagem, veja só.

Mas o corpo é o mínimo. A pior marca é a pseudo presença. Se quer um conselho, meio grosseiro, aqui vai: você é dominante? Massa! Arrombe orifícios e não corações.  O cu é elástico, o coração... não.  Pare com esta porra desta birra de menino criado a leite com pêra pela vó em um apartamento sem varanda. Cresça e pare com a síndrome "a bola é minha". Se você não sabe jogar, deixe a bola pra quem sabe.  Seja nobre.

Daqui posso dizer que aquele coração segue em paz, como quem deixa uma mochila cheia de pedras no caminho. Ainda está vergado, coitado, acostumado a olhar apenas pra baixo. Mas o mesmo coração há de olhar pros lados, pra cima e principalmente, pra frente. E verá que o mundo é bem bom, cheio de flores exóticas e passarinhos que cantam lindamente.

E da próxima vez que ele encontrar uma pedra, espero que tenha aprendido a não colecioná-las. Porque pesa. Pesa, dói e no fim, é uma coleção inútil.

Joga a pedra no chão coração!  Sem pedra você voa!


***

 "Não vou dizer que foi ruim... Também não foi tão bom assim. Não imagine que te quero mal, apenas não te quero mais."


sábado, 30 de novembro de 2013

Batendo papo e espantando o tédio...

Um dia cinzento. Faz frio no Rio, chove.
O tédio  me visita e visito um bate papo qualquer. Disseram que rir é o melhor remédio.
Não costumo ter muita paciência com  kit uol(nome, idade, onde mora, como vc é), mas o que me tira mesmo do sério é a fatídica: "O que procura?" e a outra: "Que práticas você curte"?

Pooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooorra. Te catar véi.

Perco o interesse. Gente bacana não pergunta isso. Tenho ganas de empalamento.

Mas daí hoje o coisinho vem e me aborda:  

"quero colocar elezinho nelazinha. Deixa?"

(Silêncio)


kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, o mundo se explode em riso.


PUTAQUEPARIU meu filho, você pega alguém com esta? Elazinha, elezinho?

Lembro da piada do português dizendo: "e ao cu não me vais?" E respiro fundo.  Respondi só pq foi muito inusitado.

"Valeu coisinho, você alegrou minha tarde."

domingo, 3 de novembro de 2013

Sobre verdade



A FALSA MASÔ

QUER LEVAR NA BUNDA

E NÃO SENTIR DOR

Mário Bortolotto


E eis que me deparo com a poesia dele. E fico a pensar em como a palavra é cheia de significados. 
Mário me fala, neste poema, sobre quem quer apenas os louros e não os ônus.  E aqui estou, a refletir sobre a minha própria vida.
Fácil não tem sido. Muita coisa aconteceu. Muita coisa mudou. 
O que espero agora é: verdade. Que seja de verdade. Quero coisas e pessoas e lugares e sensações e medos e alegrias e vivências. Tudo de verdade. REAIS. 
Que doa, se assim tiver que ser. 



sexta-feira, 12 de julho de 2013

Ainda sobre o homem de lata...



Árvores Tristes

Paulo Setúbal


Eu, nestes campos, longe do tumulto,
Amo essas tristes árvores que crescem
Por sobre as margens dum arroio oculto,
Ouvindo as águas que cantando descem...

Gosto de vê-las à tardinha, envoltas
Numa suave e mística tristeza,
Olhando os rolos das espumas soltas
Que encrespam o lençol da correnteza.

Tristonhas plantas! Árvores sombrias!
Como se as torturasse estranha mágoa,
E as compungissem fundas nostalgias,
— Procuram consolar-se à beira d'água.

Oh! vós que amais os campos, nunca as vistes?
— Desconsoladas, trêmulas, chorosas,
Pelas barrancas dos arroios tristes
Debruçam as ramagens silenciosas...

Que importa o sol, que importa a chuva e o vento,
Se sempre as mesmas ânsias as consomem?
Talvez — quem sabe? — nesse desalento,
Palpite e sofra o coração dum homem!

Talvez nessas folhagens, nesses ramos,
Torturados de angústia e desconforto,
— Sem que a vejamos, sem que a compreendamos,
Soluce a alma de algum poeta morto.

Ai, não turbeis a misteriosa mágoa,
A imensa nostalgia em que se abismam;
Deixai-as em silêncio, à beira dágua,
Essas tristonhas árvores que cismam...

Sobre os quereres




Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e é de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

O quereres - Caetano Veloso 




Quiçá exausta de ser a que "amava toda a quadrilha", quis algo por si, desconhecido.
Um algo simples e corriqueiro.
E na madrugada em que  duas grossas lágrimas rolaram, enfim descobriu.
R E C I P R O C I D A D E
O sopro de realidade  doeu.








sábado, 6 de julho de 2013

Uma oração na madrugada...







Só Deixo Meu Coração Na Mão de Quem Pode

Kátia B


Só deixo meu coração
Na mão de quem pode
Fazer da minha alma
Suporte pr'uma vida insinuante

Insinuante
Anti-tudo que não possa ser
Bossa-nova hardcore
Bossa-nova nota dez

Quero dizer
Eu tô pra tudo nesse mundo
Então
Só vou deixar meu coração
A alma do meu corpo
Na mão de quem pode

Na mão de quem pode e absorve
Todo céu
Qualquer inferno

Inspiração
De mutação
Da vagabunda intenção
De se jogar na dança absoluta
Da matança do que é tédio

Conformismo
Aceitação
Do fico aqui
Vou te levando
Nessa dança
Submundo pode tudo do amor (pode tudo do amor)

Porque não quero teu ciúme que é o cúmulo
Ciúme é acúmulo de dúvida, incerteza
De si mesmo
Projetado
Assim jogado
Como lama anti-erótica
Na cara do desejo mais
Intenso de ficar com a pessoa
E eu não tô à toa
Eu sou muito boa

Eu sou muito boa pra vida
Eu sou a vida oferecida como dança
E não quero te dar gelo
Jealous guy

Vê se aprende
Se desprende
Vem pra mim que sou esfinge do amor
Te sussurrando
Decifra-me (decifra-me)

Só deixo minha alma
Só deixo o coração
Só deixo minha alma
Na mão de quem pode

Só deixo minha alma
Só deixo meu coração
Na mão de quem ama solto

Eu vou dizendo
Que só deixo minha alma
Só deixo meu coracão
Na mão de quem pode
Fazer dele erótico suporte
Pra tudo que é ótimo fator vital




quinta-feira, 4 de julho de 2013

Sobre humilhação ou dos riscos de tirar caju.

Créditos: Foto do blog O Vencedor

Lembro que minha tia me alertava sobre galha de cajueiro. "É fina menina! Toma cuidado que se vergar demais, quebra!" 

Ao falar de humilhação, lembrei daquela época em que trepava nos pés de caju. Era preciso habilidade e paciência. Por vezes, os galhos eram frágeis e poderiam partir. O essencial era a vontade de chupar caju, mesmo sabendo que alguns poderiam nem tão doces assim.

Galha do cajueiro

Wilson Simonal

Papai, mamãe não quer que eu suba no cajueiro
Ela falou se eu subir eu caio
Da galha do cajueiro
Vou fazer uma queixa quando meu papai chegar
Mamãe não me deixa subir nesse galho
Ela disse que caio
Vou lhe dar trabalho
Quando meu papai.... quando meu papai... quando meu papai chegar
Corro pra ele vou lhe contar
Papai, mamãe não quer...
Me tira mamãe, me tira
Me tira desse castigo
Eu subo naquela galha não corro nenhum perigo
Eu quero tirar caju que eu vendo e ganho dinheiro
Me deixa mamãe subir, deixa subir 
Na galha do cajueiro



****


Era um fim de tarde como outro qualquer.

Estávamos tomando sorvete, despretensiosamente. Uma boa parte caiu em meu vestido novo. Talvez, por frete, o atendente caprichara em minha porção. Exagerado.

Em tom de riso, Ele me disse: "você é muito lerda hein?"

A resposta seria automática. "Seu rabo", eu diria. A um (a) amigo (a), talvez coubesse uma variação usual: "seu cu".

Só que daquela vez, ela não respondeu. A resposta ebulia por dentro e quando a engoliu, sentiu na língua o gosto daquele comprimido rosinha, o infantil. Ácido acetilsalicílico. Doce, mas nem por isso bom.

E eis, pra mim, o sentido de humilhação.

Você quer revidar, você revidaria com qualquer outra pessoa. Ali, não. A arte sutil de limpar o sorvete do vestido e conter os impropérios que se seguiriam a uma ofensa, sendo esta grave ou banal e que talvez nem ofensa fosse.

Quando coisas como: "gostou não? Faça melhor", "vou mesmo e acabou" ou ainda "enfia no rabo" saem do seu vocabulário sendo até mesmo reprimidas de seu pensamento... É. Você está sendo humilhado.

A sua vontade está sendo subjugada, você está sendo submetido e o mais engraçado é que ninguém pediu pra que contivesse o palavrão. Foi de livre e espontânea vontade.

Como sabemos, vontades acarretam ônus e bônus. Claro que ela não sabe bem se gosta ou se odeia a si, ao seu comportamento e ao causador da humilhação. Talvez o orgulho a faça afirmar que se quisesse, poderia fazer diferente. Faz não. Você está sendo SUBJUGADA. HUMILHADA. Tão mexendo com teu ego. Diminuindo-o.

Engula o não a seco, sinta o gosto.

Deguste a soberania de outra pessoa sobre si mesma.

É como comer uma fruta. Talvez você não goste. Basta não comer, tens escolha! Talvez seja viciante e imperdível.

O dicionário afirma para o verbete humilhação:

humilhar -(latim humilio, -are, abaixar, abater) 

v. tr.

1. Tornar humilde.
2. Rebaixar, vexar.
3. Tratar desdenhosamente a.
4. Abater, submeter.

v. pron.

5. Mostrar humildade.
6. Submeter-se; render-se; prostrar-se.



Creio que o termo tenha, usualmente, uma conotação negativa e repulsiva, de onde surgem minhas ressalvas a conceber humilhação como prática em um relacionamento saudável. Não creio que vou gozar ao ser alvo de preconceito, de uma atitude destrutiva.

Humilhar é tornar humilde. Isso envolve mexer com o ego, com o orgulho. É o confisco das vontades. A meu ver, está intimamente ligada à dinâmica D/s, não podendo ser dela dissociada.

No momento em que ela cede o controle de seus quereres, assume uma posição humilde, que envolve uma reverência respeitosa, uma deferência submissa.

No momento em que engole o AAS, está selada a humilhação. Beijar o pé ou a mão, tirar a calcinha e outras coisas seriam apenas a expressão física e palpável do verbo.

HUMILHAR.

É... isso me dá prazer. Muito.

E depois, é delicioso passear pelas galhas de um cajueiro.



Vai um caju aí?

Créditos da foto: Aqui


terça-feira, 4 de junho de 2013

Um uivo na madrugada.



A paciência distingue homens e meninos. 
Sou impaciente. 
E tenho raiva, muita raiva de tua serenidade. 

Aquela mania irritante de não pedir nada mas fazer com que eu queira entregar. 
De não me chamar, mas fazer com que eu queira vir. 
Ou ainda de como me faz esperar.

De como não há garantias.
De como joga com minha confiança.
E com os meus medos.
De como me deixa num limiar quase inimaginável.
De como consegue ignorar meus surtos.
De como sou previsível.
De como passei a te conhecer.
De como aguça a minha curiosidade. 

Uma égua corre livre pelo prado. 
Lá, um homem a espreita. 
Ele não tem cela ou chicote. 
Ele nunca a chamou.

Mas...

Ela virá?

Em um universo paralelo a égua é a puta que em mim habita. 
"Você precisa de alguém que te faça tremer apenas de pensar no nome."
É.  Talvez precise. 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ordem e progresso




Regra número 1-  conte consigo mesma. Não exclusiva, mas primordialmente.

Regra número 2- saca esta voz que vc sempre ouve? Uns dizem que é intuição, outros que é consciência. Não importa de quem vem. Ouça-a.

Regra número 3- siga as regras anteriores.



Sempre que ouvir algo dizendo: "nao vá que é barril", siga.

Não vale dizer que não avisei.  Ficar se lamentando não traz o instante de volta viu fia?



segunda-feira, 29 de abril de 2013

Da não-perseguida depilada...


- Menina... Não pode raspar o gibão não.
- Por que? 
- Dá fogo lá embaixo. Pode não! 

E eu imaginando uma mulher com a dita cuja incendiando e alguém chegando com um extintor. Só não depilava pq bem, lá em casa não tinha extintor. Vai que pega fogo mesmo? heheheh

***

Lá em casa era ok que com 7 anos eu brincasse com o pacote de absorvente de minha prima. Eu colava na parede, inventava mil e duas coisas pra fazer com ele. Acho que achavam engraçado um cotoco com um absorvente pregado na camisa dizendo que achou a solução pro tio não mais suar. 

Lembro até hoje quando peguei o barbeador de meu tio e disse que ia tirar a barba. Mimimi você não tem barba. Sim, mas queria aprender!  Uma penugem nascia lá por baixo e cheguei dizendo que ia fazer. Enquanto as gurias  de minha escola ostentavam mata atlântica, eu, com minha ascendência indígena não tinha nada a não ser uma penugem irritantemente imperceptível.  Naquela época, ter pêlo na buceta era como dizer: cresci, tenho pêlos. Era uma forma de auto-afirmação. 

As nigrinhas cochichavam a respeito. E eu nada, só olhando. Aprendi sobre depilação sem nem ter pêlos.  Não sei quemzinha depilava o braço. Lá em casa, onde eu já tinha fama de precoce, adaptei depilação pra "raspar os cabelinhos" e recebi a resposta de mainha: não pode. Você nem tem quase nada mesmo e depois isso dá fogo.  

Porra de fogo. Pensa que incrível... Vou dizer que me DE PI LEI! Oras. 

Fiquei quieta e cortei um tampo da sobrancelha. Pra treinar. Tempo passa e pêlos enfim brotam. Da primeira vez que raspei lembro que mainha surtou. Fui assunto de rodinhas de conversa durante bons dias. Até hoje ela torce o nariz. 


***
corta pra atualmente.

Como não tenho um matagal, não estava nem ligando... Mas resolvi, na falta do que fazer, me depilar. Daí quem não ouve "quieta" ouve "coitado". Parece que arrumei a xereca pra sair. Toda alegrinha a infame traidora. 

Dormir? Como?  Não tinha condição. 

Resultado: gritei  um nome composto na madrugada. Deveria não, mas... assm foi.  

Da próxima vez sigo o conselho e nada de depilação.  


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Aprendendo a apreciar as estações...






Count your garden by the flowers,
Never by the leaves that fall.
Count your days by golden hours,
Don't remember clouds at all.
Count your nights by stars, not shadows.
Count your years with smiles, not tears.
Count your blessings, not your troubles.
Count your age by friends, not years.








E por vezes me sinto um copo. Isso, um copo. Descartável.

Isso me paralisou um pouco hoje. Foi preciso tempo para digerir e não, não foi fácil.

Foram pessoas importantes.  Doeu, por assim dizer.

Mas agora, passado o dia de hoje, a letargia me ajudou a dizer: QUE BOM!

Não vou cultivar sentimentos ruins. Gosto delas! Que sejam felizes e estejam bem.   Que cada um tenha perto de si o que considera importante e que se eu não for parte disso, que assim seja.

Em algum momento as coisas tendem a ficar claras e é isso. Depois de 26 anos, entendi o que Chapolin disse: Sigam-me os bons.

Que os bons sejam os que me aceitam mesmo sem ser o modelo perfeito de pessoa.

E que as outras folhas caiam, assim, de forma natural.

É tempo de outono bebê.

E sim, é uma estação linda. Repare.


***

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Retirando teias...



"Pois bem, cheguei
Quero ficar bem à vontade
Na verdade, eu sou assim
Descobridor dos sete mares
Navegar eu quero"


Tempo que não venho aqui.

Não me falta assunto, não me falta vontade. Falta coragem.

Sou dessas que falam, que gritam, que se expõe.

Exemplifico com meus erros e só depois vejo que vivo no reino da escrotidão onde  serei julgada, massacrada e ferida. Nem sempre é fácil ser sincero. Nem sempre é fácil ser autêntico, nem sempre é fácil ser direto.

"...falador passa mal rapaz, falador passa mal..."

Eu tento. Mentiras sociais são necessárias mas se me conhecer por mais que duas horas, saberá que quando minto  faço careta. O olho treme quase que imperceptivelmente e  o olhar levanta.

Não é o bom mocismo que retira a mentira de mim e sim a incompetência. Ah se tivesse talento. Mentira linda e deslavadamente, amém. Teria uma vida menos sacana, talvez.

Não pergunte se não quiser saber. Eu opinarei. E se gostar de você, fudeu. Vou dizer até sem que pergunte.

Meu nome é expressão e preciso dizer.


"... deixa, deixa, deixa  eu dizer o que penso desta vida, preciso demais desabafar..."


Vale dizer que opino sabendo que outros  podem discordar e adotar outras verdades. Digo a minha e quem quiser que conte outra. Só não me peça pra concordar pq né? aí é demais.

****

É, acho que enfim tomei coragem e voltei. Ao menos aqui não tem censura e posso falar o que quiser, quando quiser.

Muita coisa mudou em mim, pra mim, comigo. Estou em pleno processo contínuo de adaptação e sim, vou escrever aqui. Chega de alugar ouvidos alheios.  Vou alugar meus dedos.


Paciência. Ando cínica, desacreditada, quase cética.

Escrever me ajuda a pensar e exorciza minha mente. Sinto falta.

Acho que metade das merdas que tenho feito foi por falta de organizar os pensamentos.

Aqui vou de novo.





"...navegar eu quero..."


















sexta-feira, 12 de outubro de 2012




Imobilizada.
Presa.
E curiosamente, livre.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Viciada, eu?



aí você não acorda sozinha nunca e sempre pede pra sua mãe te acordar.


aí ela te acorda em um dia que você NÃO pediu.

aí você acorda xingando "caralho viu, vai acordar a puta que pariu!" e ela surta dizendo que não foi esta a educação que te deu.

aí ela diz que nunca mais vai te chamar, nem quando você pedir.

aí você pensa "fudeu" e quando de súbito a consciência passa a habitar novamente o seu corpo mal acordado você descobre que a puta que pariu é sua vó e pensa: "fudeu a porra toda" e pede desculpas a contragosto.

aí você diz que não precisava acordar cedo. "porra mainha tô cansada, me largue pelamordeDeus!"


aí ela liga o som e você solta um "que buceta viu".


Aí ela abaixa o som, mas você já acordou mesmo e fica pensando porque diabos ama aquele ser.

Aí ela diz que passou café fresco e pergunta se você quer.  E você, como uma pessoa de sólidos princípios morais aceita e sorri largo.


Bem aventurados sejam aqueles que são comprados por uma xícara de café.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O mal do esperto é pensar que todo mundo é otário.



ainda bem que não tenho uma bomba e elas não podem ser enviadas por e-mail. 

Gente escrota é horrível. E se for tirado a besta, aí que lenhou. 

SITUAÇÃO:

Imprevisto acontece e peço pra coisinha me substituir. Coisinha responde:  não posso. Aproveitando, você pode me ensinar tal coisa na quinta de 9 - 10? 

Porra. Cara de madeira do caralho. Nega um favor e ainda pede  outro. Com o agravante que sei que se ela poderia, se quisesse. 

Falta de querer eu aturo, é a vida. Agora, esperteza com horário determinado? Não mesmo. 

ESCREVI:

Tenho cara de besta porra?  Quero mais que  você seja invadida oralmente por um poste de energia até que a luz pisque no centro do seu rabo.  Ah, isso é um NÃO, advérbio de negação que significa "nem fudendo".

Daí engoli o impropério e fiquei feliz só de imaginar  a cena. 


O QUE FAREI:


Coisinha vai ficar saltitante quando eu disser que sim, ajudarei. E pocarei a bola da felicidade ao desmarcar.  Só estou a pensar se faço isso de noite, 23:00 ou se deixo pras 7 da manhã... 





domingo, 9 de setembro de 2012

50 tons de #mimimi ou sobre a intolerância nossa de cada dia...





Gosto de ler romances e gostei deste. E é isso que o livro é. Um romance. Li pelo simples prazer da diversão, assim como vejo novelas.  Ah! Vale dizer que gostei de Crepúsculo. Só assisti o primeiro, mas hora destas vejo a saga inteira.

Contextualizei porque a opinião a seguir não é nada além do que foi feita pra ser: uma opinião.  Concorde ou discorde, é o que penso no momento.  Fique à vontade pra desconsiderar e ignorar. Lembre que eu vejo novele e ouço pagode.  =P

Fiquei com vontade de  postar isso em um tópico do fetlife, mas conversando com amigas relembrei... Não vale a ruga. Que cada um se afogue na sua própria intolerância.

***

Leio Shakespeare e Paulo Coelho. Leio o que me agrada, por prazer.

Deve ser a maior chatice ficar lendo apenas pra impressionar.

Sei lá, acho que a moda é achar fraco sem nem ter lido, algo como detestar  pagode ou rock sem nunca ter escutado.

50 tons de cinza não é uma enciclopédia do BDSM! Tá mais pra um romance destes de banca, que adoro. Já li outros bem melhores onde relações de dominação e submissão estavam presentes.  O foda é que o povo não se contenta em achar bom ou ruim. Começa uma chatice de profecias apocalípticas que aff... Não tenho bolas (saco).

Eu quis ler o livro por curiosidade extrema. Ainda estou lendo, na verdade. O que me surpreendeu foi tanta gente falando mal. Por qual motivo mesmo?

- Foi baseado em Crepúsculo.
 
Sim e daí? Eu gostei de Crepúsculo, beijos.

- É muito romântico e ilusório.

 Alô, é um romance. Livro. Uma obra baseada em ficção. E pra ser bem sincera,  vejo muito mais bobagem sendo dita em blogs bonitinhos por aí.

- O livro não retrata o BDSM.

 Gente! Não é uma enciclopédia sadomasoquista! É só um livro. Não dá pra conter tudo.

- Vai trazer uma onda de curiosos ao fetlife.

Cara sério? O fetlife tem fanpage no facebook. Sabia? E depois, qual o problema com curiosos? Esta é uma rede social gratuita e aberta. No fetlife entra quem souber digitar e tiver conectado à internet. No seu perfil, entra quem você quiser.  Resguarde o seu perfil, se achar que deve.  De minha parte, acho ótimo que pessoas tenham algum modo de descobrir que não são as únicas que sentem desejos "estranhos e anormais".    Quanto mais desmistificado, melhor.

- Quem ler ficará achando que os dominadores são super heróis ricos. Quase príncipes.

Responda rápido: quantos blogs de submissas você já leu? Não sei se apenas a autora "prega" isso. O mundo é cheio de "ddm"(dono de mim). Eles são perfeitos. Nunca broxaram,  tem vidas estáveis e perfeitas, não pegam nem gripe!

"...procurando bem, todo mundo tem pentelho, só o ddm que não tem..."


- Os homens vão pensar que as submissas são ninfetas virgens.

eu juro que não vou comentar isso pra não ser mal educada. Mas é por estas e por outras que  me poupo de falar com gente intolerante.

Pra resumir, um conselho:

não alargue só as partes pudendas. Amplie seus horizontes. Não é porque a sua história foi de um jeito que não existem outras realidades.

Faça um favor pra humanidade e esconda seu recalque e/ou seu pedantismo no armário.

Tenho pena de quem lê apenas pra mostrar erudição. Bem aventurados sejam os que  encontram o PRAZER na leitura. Mesmo que seja um gibi. Mesmo que seja um romance. Mesmo que ninguém goste.







quinta-feira, 7 de junho de 2012

E daí ela vem e estraga a brincadeira...



Ok. eu entendi o recado dado em forma de variações extremas de humor, sonolência e  espinhas.

='(

sábado, 19 de maio de 2012

E não é que é?





"Mas a vida lá fora
Tá chamando agora
E não demora!
Quem dá mais?
Na falta que a falta faz..."


(Jay Vaquer, A falta que a falta faz)



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Ah se eu fosse marinheiro...



Eu saberia  dar nós lindos.

Melhor que isso só sendo nau. Eu estaria amarrada por todo o tempo.

Eu, nau.

Tá difícil hein neguinha?

Pois, sempre é. Faz o esforço aí. Não esquece de erguer a cabeça. A paisagem é linda. Já viu?

Esquece o nó mental. O nó emocional. Concentra na paisagem. E curte.




quarta-feira, 18 de abril de 2012

Sobre sadismo...



Em algum momento você identifica o brilho no olhar e o sorriso sutil de quem sente prazer em infligir sofrimento.

Este momento justifica tudo.

Os sádicos e sádicas que conheço são fascinantes. É bom vê-los em ação. Eu gosto de entender como a mente deles(as) trabalham, mesmo que talvez não consiga acompanhar a rapidez e antecipação de jogadas.

Pra mim, sadomasoquismo é uma dança. Bonita de ver, melhor ainda de dançar. Mas há que se ter um bom preparo pra se aventurar nessa.

Você tem?



sexta-feira, 30 de março de 2012

Exaustão



A tristeza me chamou pra dançar porque o amor deixou.

Enroscou-se em minhas pernas e me possuiu sem aviso e sem pudor. No meio da rua.

Não rasgou minhas vestes. Tristeza é sutil e elegante.

Chegou de mansinho e quando me vi, estava atada em correntes. Senti o frio cortante daquele metal sujo. Tétano. Terei tétano, certamente.  Talvez morrer.  Que seja logo, que seja breve. Seria alívio, alento.  Não, não meu corpo físico. Este tem muito a fazer. O corpo que ama. Que morra.

A tristeza é sádica. Ao me torturar, falava mansinho, secava minhas lágrimas e me banhava com óleo de esperança.  Com os sentidos inebriados, desfaleci.

Ah tristeza... se quer entrar, ao menos tome conta de mim.

Sou hoje apenas ninguém.

Mas que fique o alerta:

Queridos! Quando o amor bater em sua porta, esconda-se. Apague todas as luzes, feche as janelas e tranque as portas. Faça com que ele vá.

Prevenir é melhor que remediar, acredite. Faça com que o amor vá.  Aviso de antemão que ele é completamente sem noção. O malandro penetra e inconveniente. Chega sem avisar, abre a geladeira, mistura frutas e estações. Bagunceiro  contumaz, alega que é míope e um pouco surdo. Não creia. Jogue-o ao vento. Não o acolha.

Fuja. Se ele não tocou em sua porta, fuja.


Ainda está aí?




quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Gaiola...


I have learned that beauty
Has to flourish in the light
Wild horses ride unbridled
Or their spirit dies

Butterfly - Mariah Carey


Tenho pensado muito.

Uma vontade imensa de escrever mas não o faço.

Exibicionismo: não trabalhamos.

Mas o sentimento e o pensamento (per)seguem aqui. Perto, junto, dentro.

Quisera eu que fossem alados e voassem por aí. Mas não são. Minha mente é gaiola.

#mimimi #mimimi



"I've never seen you looking so lovely as you did tonight
I've never seen you shine so bright
I've never seen so many men ask you if you wanted to dance
They're looking for a little romance
Given half a chance
And I've never seen that dress you're wearing
Or that highlights in your hair
That catch your eyes
I have been blind"

Lady in red - Chris De Burgh



Acho que tenho alguma coisa que instiga a sacanagem. 

Não falo da sacanagem boa. Falo da infâmia mesmo.

Algo em mim grita: "idiota". E daí haja bordoada. 

Sim, isso é um mimimi.

As minhas reações são as mais engraçadas possíveis. As mais retardadas também. 

Sou enxotada e corro atrás, sou traída e me calo, sou insultada e não respondo ou pior, digo me exponho.

Gente besta tem mais é que se lenhar mesmo e sinto dizer que tô neste time. 

Sou destas que acreditam sabe? Otimista até dizer chega. 


Pois bem. Dizem que ter consciência do erro é o primeiro passo pra mudar.  E eu tenho PLENA consciência do meu erro maior: ser otária. Eu me importo com o que os outros vão pensar, eu me importo em não magoar, eu não sou egoísta, eu sou cheia de dedos, eu não pego sem pedir, eu tenho aquela coisa idiota de pensar antes de fazer. Mesmo que eu queira muito.

E sei que isso é idiotice apenas de olhar à minha volta. O mundo é feio, egoísta e injusto querida Poliana. Não quis viver? Agora guenta neguinha. Ou vai sempre tomar no fiofs. Sem prazer algum. 

As pessoas só fazem contigo o que você permite. E sim, sinto dizer darling, você permitiu cada corte.  Isso mesmo. permitiu. Não é uma vítima. É um agente ativo, engenheiro da sua própria sorte. Acostume-se.

Há quanto tempo você deixou de evoluir? Há quanto tempo teu desejo tá aprisionado? 

A troco do que mesmo? Ganhou o que? 

Bem aventurados aqueles que vivenciam seus desejos. Estes são mais felizes. 

Tá que não tá na Bíblia ou em qualquer outro livro sagrado... Mas é a verdade. 


A vida é super curta. 

Você tem o que agora, 25 anos? Quantos anos se passaram e você aí nesta masturbação que nem prazerosa é? Tá na hora do sacode hein? 


Maturidade é legal e tal mas o erro tem que sair da imaginação... Tem que acontecer. Uma vida sem arrependimentos é vazia. É o que quer? 


Responde. 

O que você tem a perder? Nada. 

Então vai e se banha nas águas. Não deixa o rio passar não. Águas não voltam. 

é querer demais?

Alguém que se importe. 


Alguém que queira a evolução do nós. Não só do eu, não só do você.

Alguém que queira de verdade.

Alguém que goste de desvendar e que não espere respostas prontas.

Alguém que desafie, que instigue.

Alguém legal. Que não seja um chato de galochas roxas.

Alguém que desperte interesse, que faça pensar, que faça sentir.

Alguém cuja vontade seja soberana. E que se faça entender. Sem impor.

Alguém que não minta, que não omita, que não disfarce.

Alguém que mereça devoção e afeto.

Alguém real, simples e complexo.


É querer demais?


Tá, pode ser. Talvez seja mais fácil adivinhar os números da mega sena ou a fórmula da Coca-cola.
Pois que seja. Até lá, quero me divertir com os errados, que no fim das contas são tão certos...

Aproveitar o caminho é preciso. E é bem isso que quero fazer.
Que venham eles.


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Sobre o triângulo do fogo e a necessidade de O2



É preciso 3 componentes para emitir luz e calor em forma de fogo.


Combustível = o que queima = eu.

Calor:  temperatura acima da qual um combustível pode queimar.

Comburente = entidade que permite a queima: ...



E daí que agora, quando me perguntarem o que procuro, vou dizer que procuro AR. Oxigênio.




terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Exausta

Em um mundo ideal e adulto as pessoas conversam  e não escondem seus sentimentos. 

Em um mundo ideal, as pessoas tem a sinceridade de crianças. Aquela sinceridade apegada aos fatos, ao concreto.

Em um mundo ideal as pessoas dizem o que gostam sem medo de serem rechaçadas. 

Em um mundo ideal. 


Pena que o mundo ideal não exista. Ao menos um semelhante ao meu...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ah se tivesse eu decalcado a textura de tua pele...


“No rótulo dizia: “Cuidado Amor” - um comprimido ao dia.
Venda sob prescrição médica.
Tomei o vidro todo. No hospital o diagnóstico foi: tentativa de suicídio.
Mas ninguém havia me perguntado nada.
…era só uma tremenda saudade.
Só isso.”

Michelle Trevisani




E quando a vontade é de sentir o cheiro?

A diferença da textura do cabelo pra textura da pele?
a mão espalmada na bunda? A respiração, o gemido, o suor, o mijo quente que acaricia a pele, o gosto.
A boca bem delineada, quiçá esculpida pra puro deleite e tentação.
A língua gostosa que meteu-se nas páginas do livro mais particular.
A mão que fez cócegas em minhas costas, que me asfixiou.
O ouvido que lambi e que me fez gemer de antecipação.
A voz que entrou em mim dizendo coisas que nem ouso reproduzir.
O pé que beijei, lambi e chupei, embora dissesse aos quatro ventos: "eca! podolatria!"
Aquele rastro de pêlos macios que sei lá quantas mãos sentiram, mas que tive igual oportunidade.
A maciez do pau duro, aquela que só dá pra sentir com a boca.
A rigidez, que só dá pra sentir com a mucosa...

Sim. Tenho saudade.

Mas saudade é que nem comprimido. É ruim, difícil de engolir... Mas um belo dia, você descobre que vai até com pouca água.


E como comprimido grande, vou te mastigar saudade. Você é amarga e parece não ter fim, mas um dia te engolirei, com a devida cara feia.


Ou você me engolirá. Quem pode saber?




terça-feira, 15 de novembro de 2011

Tudo passa... Até a uva.


Tristemente familiar...

A flor no asfalto.





Contradizendo as estatísticas,  a mística e a ordem natural das coisas,  ela deixou que florescesse.

Aquele amor que não tinha tamanho, belo como uma flor. Solitária, é verdade. Mas linda.

Era tão iludida que dizia a si: "não importa que seja asfalto. eu tenho vida por nós dois."

A cada dia uma de suas pétalas era machucada.  Ah como ela amava aqueles marronzinhos. "Marca de quem viveu", suspirava a flor.

No poema é lindo. Na vida real, flor precisa daquelas coisas que aprendemos nas aulas de Ciências. Água, luz, calor, ar e como a professora é romântica, inventou que plantinhas, para nascerem precisam de carinho e cuidado e recomenda: "cuidem bem de sua semente de feijão no algodão viu?"

Tolinha. Mal sabe ela que flor insistente nasce em qualquer lugar. Mesmo sem água. Mesmo sem luz ou calor. Mesmo sem nada.

Sobreviver é que são elas.


Voltemos à flor, murcha e machucada, mas ali, firme e forte.


Até quando? Sabe Deus.


Espero que um dia, um motorista desenfreado e generoso indique pra flor que ali não é seu lugar. Ele virá e  a arrancará como quem tira erva daninha e ao vê-la machucada e suja, perceberá que não serve pra muita coisa. E a jogará no chão de algum lugar, onde ela perderá primeiro o viço, depois a cor e depois a vida.

Apenas pra aprender que flores e asfaltos, definitivamente, não combinam.


sábado, 5 de novembro de 2011

Quanto tempo dura a eternidade? (Fábulas conteMporâneas)

- Véi, não foi você quem disse que o amava com cada gota de seu sangue há uma semana atrás?
-sim.
- E agora mudou?
- É. Filtrei meu sangue.


Tá. Foi malz aê o cinismo masssss... Tomar na porra com tanto amor sem medida viu?
Diz o ditado que "amor de pica é que fica" mas sério: dá naúseas!

 Tá, você não precisa ser o "Supersincero", mas sabe.... Simplesmente pare de mentir assim na cara dura. Sua cara  não arde não?

Acho ridículo e pronto.


Sabe, ninguém precisa ficar onde está infeliz. Mas custa ser honesto? "Vivi uma relação, deu uma merda e tô na fossa. Daí vem o Sr Tudo de bom e me dá um banho de mangueira. Limpa a lama e me faz nova". Massa!!! Tá agradecida? Show! Mas precisa mesmo dizer que ama PRA SEMPRE, DE NOVO?

Na boa? Fico me perguntando quando será o próximo pra sempre... 

Sim, submissão "lavou, tá nova." Mas a cara darling... "pau que nasce torto, nunca se endireita".

Nunca mesmo.

sábado, 22 de outubro de 2011

Parabéns eu! Parabéns eu!

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Meu Aniversário


Hoje é meu aniversário
Corpo cheio de esperança
Uma eterna criança, meu bem
Hoje é meu aniversário
Quero só noticia boa
Também daquela pessoa, oba

Hoje eu escolhi passar o dia cantando
De hoje em diante
Eu juro felicidade a mim
Na saúde, na saúde, juventude, na velhice
Vou pelos caminhos brandos
A minha proposta é boa, eu sei
De hoje em diante tudo se descomplicará
Com um nariz de palhaço
Rirei de tudo que me fazia chorar
Cercada de bons amigos me protegerei
Numa mão bombons e sonhos
Na outra abraços e parabéns

Quero paparicações no meu dia, por favor
Brigadeiros, mantras, músicas
Gente vibrando a favor
Vamos planejar um belo futuro pra logo mais
Dançar a noite toda
Fela Kuti, Benjor e Clara

Parabéns, Bianca!
Parabéns, Felipe!
Parabéns, Micael!
Parabéns, Mateus!
Parabéns, Artur!
Parabéns, Luiza!
Parabéns, eu! Parabéns, eu!

Parabéns, Brendon!
Parabéns, Guiga!
Parabéns, Mayanna!
Parabéns, João!
Parabéns, Duda!
Parabéns, Dri!
Parabéns, eu! Parabéns, eu!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

"Proteja-se e lute" Ou sobre hidratação e refrescância (na vida)




Hum...
Meu sabonete atual é um Da Boticário. Leite e mel. Refrescante que só. Uma delícia!

Quando temos muitas coisas a falar ou o silêncio se faz, ou temos conversas banais sobre o tempo ou programação de televisão. Há tanta coisa na entrelinha e talvez a gente não se entenda com palavras. Aí está todo tipo de paixão. Ira, raiva, medo, desejo, amor...

Já quando temos nada a dizer, invento assuntos diversos porque a sua Cia é gostosa.  VocÊ vem assim como não quer nada e eu que já vi este filme em outro cinema arrepio sentada na cadeira.  Incrível a sensação de estar com quem sabe o que faz.  Gato escaldado tem medo de água fria, te disse. E daí você me lembrou que eu nem sou felina. Sou canídea. Loba. 

Acho que é isso. A familiar sensação de liberdade. Eu não quero esperar muita coisa. Fato é que espero. Eu realmente quero dar de cara com esta sensação.

Veremos, veremos.

O que tudo isso tem a ver com meu sabonete? Bem, a segunda sensação é igual à do meu banho. Refrescante. Revigorante. Regenerador. Gostoso.
Sobre a primeira, bem, ainda está em análise, como disse anteriormente.

Há um espinho em mim. Fosse eu outra, atacaria. Cansei de expressar.  Agora vale a regra anterior: sangro, grito, choro e tiro o espinho SOZINHA.  Não quero dividir. Não quero ajuda. Guarde a compaixão pra si e por si. Pra manter a tradição, me cuido só.

 “Proteja-se a lute.” Natiruts

Pois bem, é isso companheiros.  

domingo, 9 de outubro de 2011

Devaneios...




Embora as idéias fervilhem em minha cabeça, tô sem saco de escrever.

Porque de certa forma escrever é se expor e nem sei se quero isso por agora...

Daí que isso anda aqui às moscas...

Só eu sei quantas páginas de rascunho existem sem ter uma única linha.

Escrever é bom. Desafoga o coração machucado e é um mergulho pro coração feliz.

E sendo eu adepta da contradição, tenho o coração em bandas. Uma mergulha e a outra se afoga.

Quem o salvará que não eu?

Ninguém, eu sei.

Curioso é que estes dias tem sido de felicidade plena e descobertas tristes. Tipo aqueles dias de sol e chuva sabe? Casamento de viúva.

O que queria mesmo dizer  é que o desrespeito mata a admiração, a devoção e o amor.   Se não mata, faz definhar.

Talvez eu seja à moda antiga ainda. Tenho que me acostumar a épocas bicudas onde espezinhar quem te gosta e ser foda são sinônimos... Uma coisa legal.

Sou do tempo em que o ensinamento"tudo é lícito, mas nem tudo me convém.", valia. Isso é bíblico porra. Se bem que com esta moda de ser ateu e agnóstico, tô desconfiando que a demodé soy yo.


Foda-se a moda.


Estou aqui. NUNCA pedi correspondência. Nunca pedi amor. Nem paixão. Nem nada. Acho que tenho bônus. Uso agora: se não há amor, que pelo menos haja consideração. Custa nada né?

Espero que o apelo seja lido. Mas se não for, tá tudo bem.


No final das contas as pessoas fazem com vc o que vc permite. E decidi, em respeito a mim e à minha essência,  não mais permitir desrespeitos vazios.

Esta lágrima não quero mais derramar.

E nem vou. Dor por dor, fico com minha dignidade.




segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sobre resignação, caminhos, blablablá e quetais...



Gosto de jogos. Alguns, como xadrez, parece que nunca vou acertar jogar. Mas olha, super tento.

E hoje, quando quis jogar, quando te disse oi, quando te contei um segredo, quando disse algo que não entendeu, quando disse que ia chorar, quando deixei aquela mensagem indecifrável, quando pedi desculpa, quando escrevi, quando respirei...  Era que queria companhia. Era que queria um pouco de silêncio e afeto. Era que queria tudo e nada  ao mesmo tempo. Sim, eu sei.  É improvável, Impossível e Impensável.  

Eu sei, quem não sabe é meu desejo e meu coração. #Comofaz?


Ontem o domingo foi reflexo fiel da preguiça e falta de ânimo que venho sentindo. Tenho guardado as opiniões, os sentimentos. Tenho guardado até as respostas pros enxovalhos. E se me conhece, sabe que não sou de guardar a língua. P R E C I S O expressar. Àgua esquentando. Uma hora a ebulição se faz presente.

Quem era eu, a rainha da mão na cintura. Baiana. Embaixatriz da Liga da Justiça. Resposta pra tudo, língua afinada e afiada...

Digamos que hoje... tenho preguiça.  E não ligo pra muitas coisas. Relevo, deixo passar. Não porque não me importe... É que...

Tô no ápice de um mau humor made in inferno. Reclamona, rabugenta, dengosa, chata pra caralho. Aquele tipinho nojento: "me dá um abraço"( leia-se: uma carente de merda). Crítica  ao extremo. Extremista também, mais que nunca. Ah e já falei chata?  Se sim, faltou o ácida.

E daí, como não quero dar uma de Saraiva(sim, aquele da tolerância zero), tô me recolhendo à minha insignificância. 

Vamos jogar?
A minha opinião não muda o mundo. No fim das contas, ninguém dá a mínima mesmo. 

So...

Falo apenas quando o impulso íntimo e antigo de expressão faz minha decisão de  passarela. Viva a autenticidade, esta linda que samba lindamente em minha cara, antes usualmente, hoje, de quando em vez. 

Pra que porra eu vou ser autêntica se tô neste estado de merda que disse? 

Contar um segredo: eu mudei. Sei lá se pra melhor. Tô estranhando. Fato. 



Por vezes, lembro quando mainha dizia: come a verdura pra ficar forte! 

Ah mainha... Deve ser por isso que me sinto tão exausta de tudo. Eu continuo detestando beterraba. 



sábado, 17 de setembro de 2011

Sobre a procura...


"Não procure alguém que te complete. 
Complete a si mesma e procure alguém que te transborde."