sábado, 21 de dezembro de 2013

Sobre nobreza



Demorava a tomar decisões. Libriana, pesava prós e contras, planejava, ponderava, media. E então, sentenciava.

Em uma relação de troca de poder, a sinceridade é um dos componentes principais.Trata-se de um jogo de adultos, envolve emoções e sentimentos. Marcas corporais saem facilmente. Soube que dá até pra remover Tatuagem, veja só.

Mas o corpo é o mínimo. A pior marca é a pseudo presença. Se quer um conselho, meio grosseiro, aqui vai: você é dominante? Massa! Arrombe orifícios e não corações.  O cu é elástico, o coração... não.  Pare com esta porra desta birra de menino criado a leite com pêra pela vó em um apartamento sem varanda. Cresça e pare com a síndrome "a bola é minha". Se você não sabe jogar, deixe a bola pra quem sabe.  Seja nobre.

Daqui posso dizer que aquele coração segue em paz, como quem deixa uma mochila cheia de pedras no caminho. Ainda está vergado, coitado, acostumado a olhar apenas pra baixo. Mas o mesmo coração há de olhar pros lados, pra cima e principalmente, pra frente. E verá que o mundo é bem bom, cheio de flores exóticas e passarinhos que cantam lindamente.

E da próxima vez que ele encontrar uma pedra, espero que tenha aprendido a não colecioná-las. Porque pesa. Pesa, dói e no fim, é uma coleção inútil.

Joga a pedra no chão coração!  Sem pedra você voa!


***

 "Não vou dizer que foi ruim... Também não foi tão bom assim. Não imagine que te quero mal, apenas não te quero mais."


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