domingo, 9 de setembro de 2012
50 tons de #mimimi ou sobre a intolerância nossa de cada dia...
Gosto de ler romances e gostei deste. E é isso que o livro é. Um romance. Li pelo simples prazer da diversão, assim como vejo novelas. Ah! Vale dizer que gostei de Crepúsculo. Só assisti o primeiro, mas hora destas vejo a saga inteira.
Contextualizei porque a opinião a seguir não é nada além do que foi feita pra ser: uma opinião. Concorde ou discorde, é o que penso no momento. Fique à vontade pra desconsiderar e ignorar. Lembre que eu vejo novele e ouço pagode. =P
Fiquei com vontade de postar isso em um tópico do fetlife, mas conversando com amigas relembrei... Não vale a ruga. Que cada um se afogue na sua própria intolerância.
***
Leio Shakespeare e Paulo Coelho. Leio o que me agrada, por prazer.
Deve ser a maior chatice ficar lendo apenas pra impressionar.
Sei lá, acho que a moda é achar fraco sem nem ter lido, algo como detestar pagode ou rock sem nunca ter escutado.
50 tons de cinza não é uma enciclopédia do BDSM! Tá mais pra um romance destes de banca, que adoro. Já li outros bem melhores onde relações de dominação e submissão estavam presentes. O foda é que o povo não se contenta em achar bom ou ruim. Começa uma chatice de profecias apocalípticas que aff... Não tenho bolas (saco).
Eu quis ler o livro por curiosidade extrema. Ainda estou lendo, na verdade. O que me surpreendeu foi tanta gente falando mal. Por qual motivo mesmo?
- Foi baseado em Crepúsculo.
Sim e daí? Eu gostei de Crepúsculo, beijos.
- É muito romântico e ilusório.
Alô, é um romance. Livro. Uma obra baseada em ficção. E pra ser bem sincera, vejo muito mais bobagem sendo dita em blogs bonitinhos por aí.
- O livro não retrata o BDSM.
Gente! Não é uma enciclopédia sadomasoquista! É só um livro. Não dá pra conter tudo.
- Vai trazer uma onda de curiosos ao fetlife.
Cara sério? O fetlife tem fanpage no facebook. Sabia? E depois, qual o problema com curiosos? Esta é uma rede social gratuita e aberta. No fetlife entra quem souber digitar e tiver conectado à internet. No seu perfil, entra quem você quiser. Resguarde o seu perfil, se achar que deve. De minha parte, acho ótimo que pessoas tenham algum modo de descobrir que não são as únicas que sentem desejos "estranhos e anormais". Quanto mais desmistificado, melhor.
- Quem ler ficará achando que os dominadores são super heróis ricos. Quase príncipes.
Responda rápido: quantos blogs de submissas você já leu? Não sei se apenas a autora "prega" isso. O mundo é cheio de "ddm"(dono de mim). Eles são perfeitos. Nunca broxaram, tem vidas estáveis e perfeitas, não pegam nem gripe!
"...procurando bem, todo mundo tem pentelho, só o ddm que não tem..."
- Os homens vão pensar que as submissas são ninfetas virgens.
eu juro que não vou comentar isso pra não ser mal educada. Mas é por estas e por outras que me poupo de falar com gente intolerante.
Pra resumir, um conselho:
não alargue só as partes pudendas. Amplie seus horizontes. Não é porque a sua história foi de um jeito que não existem outras realidades.
Faça um favor pra humanidade e esconda seu recalque e/ou seu pedantismo no armário.
Tenho pena de quem lê apenas pra mostrar erudição. Bem aventurados sejam os que encontram o PRAZER na leitura. Mesmo que seja um gibi. Mesmo que seja um romance. Mesmo que ninguém goste.
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2 comentários:
Olá luba,
eu estava curiosa para ler o livro desde bem antes dele ser lançado aqui no brasil.
Quando ele foi lançado e estava prontinho para ser comprado nas livrairas, eu fui láe comprei, mas aí adivinha?
Minha curiosidade estava maior por conta do que falavam mal do livro.
Sinceramente?
Li e embora tenha achado um romance bem ensosso, de maneira geral eu gostei.
É do tipo: muito peido pra pouca merda, rsrs, se é que me entende.
Mas pra um leigo começar a entender o BDSM, vale à pena, porque não?
O livro acertou em cheio no que objetivou ao ser escrito, acertou no olhar fantasioso para esclarecer o uso da dor afim de chegar-se ao prazer...bem puritano, mas pra leigo o suficiente para empolgar.
Com certeza, se eu não estivesse no meio, envolvida numa relação D/s e/ou SM verdadeira, acharia algo delicioso de se ler.
Mas claro, para os radicais, a história esta mais para telenovela que para livro....rs
Bom que tem público para todos.
Só discordo de você quanto à história do livro 50 Tons de Cinza, ser semelhante à história do livro Crespúsculo...
Beijos carinhosos e bela postagem,
ÍsisdoJUN
Não acheio-o parecido com Crepúsculo em nenhuma hora.
oi ísis!
:P
A autora que falou que se inspirou em Crepúsculo.
Eu nunca nem li, só vi o primeiro filme...
Tem algumas referências que eu reconheci do filme mas n analisei isso com profundidade não...
xerooo
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