quinta-feira, 15 de julho de 2010

Para Candonguinha





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Ah...


Hoje eu quebrei o meu despertador logo pela manhã


Tocou atrasado e eu quase perdi o horário da van


Agora você vê como são as coisas, Maria José


Se der

Se der
pra você me emprestar aquele seu vestido azul cor de mar
E se não servir vou tentar perder um quilo e meio até lá
Semana que vem é o tal casamento e eu não tenho o que usar
Se der

Ah...
E falando nisso homem bom hoje em dia tá ruim de arranjar
Aquele que eu tinha eu peguei com outra, mandei ele andar
Malandro e folgado comigo não dura mais nem um luar
Tá rindo, é?

Ah...
vamos dando risada que a vida nos chama não dá pra chorar
A minha oração é bem curta pro santo não entediar
E vamos que vamos... e vamos que vamos que dá

Ah...
vamos dando risada que a vida nos chama não dá pra chorar
A minha oração é bem curta pra não entediar
E vamos que vamos... e vamos que vamos que dá

Ah...
Recebi um torpedo da telefonia no meu celular
prometendo desconto as três da manha se eu puder falar
Mas de madrugada quem vai me atender? Quem vai me ligar?
Eu hein?

Tchau!
Fique tranquila que o vestido eu cuido não deixo sujar
Quem sabe eu te ligue pra poder a tarifa a gente aproveitar
ou quem sabe eu arranje até alguém novo pra me namorar
Ta rindo, é?

Ah...
vamos dando risada que a vida nos chama não dá pra chorar
A minha oração é bem curta pro santo não entediar
E vamos que vamos... e vamos que vamos que dá

Ah...
vamos dando risada que a vida nos chama não dá pra chorar
A minha oração é bem curta pra não entediar
E vamos que vamos... e vamos que vamos que dá
E vamos que dá...
E vamos que dá...





Candonguinha acha que me deprecio. Quem sabe tenha a idéia de uma pessoa sombria e com baixa auto-estima. Admito que não é muito aconselhável ler o que escrevo a respeito de mim mesma.

Antes, reproduzir o que postei nos comentários do ótimo blog dela:


te falar... eu sou feliz. extremamente feliz. Mas tenho um lado triste, como todo mundo. Eu escrevo sobre as minhas angústias candonga. As minhas alegrias quem me vê sente  ;)
É  a parte nebulosa de mim que eu regurgito em prosa e verso...


Taí. é isso. Ao ter um pouco mais de contato comigo, talvez me entenda. 


É preciso dizer que tenho a necessidade imperiosa de expressão. Sou fácil de ler. Dissimulação foi algo que me foi negado. Sou daquelas que se não gosta faz cara feia, se tá feliz gargalha e que ri com vontade, com o corpo todo, inclusive com os olhos. Detesto mixaria e não economizo sorriso nem nego bom dia pra ninguém. Adoro calor humano e sou daquelas otimistas incorrigíveis, chegando por vezes ao cúmulo da inocência. Acredito nas pessoas, em finais felizes, em resoluções espetaculares, em milagres, em gente honesta, em amizade e todas estas coisas tão démodé. É, eu sou toda careta. Sonhadora e romântica também.


De mim sou a crítica mais feroz e a defensora mais ardorosa. é normal que eu me diga a afronta mais agressiva e o abuso mais insultuoso. No fim das contas, atuo interinamente como juíza, advogada, promotora, tutora, aprendiz, heroína e vilã. A senhorita perfeição tenta conviver e perdoar suas performances imperfeitas. 


Falo sozinha claro. E analiso cada movimento impulsivo meu.  Não raro que use de sarcasmos e ironia pra docemente bater em meu próprio ombro dizendo que já tinha me avisado. Sim, debocho de mim, me culpo, me condeno e me absolvo. Este é o meu processo de degustar a vida. 


Quem mais que um papel ou um teclado poderia entender ou suportar os arroubos de expressão? Diferente dos que falam sozinhos, minha opção  desde a tenra idade para exercitar minha capacidade analítica foi a escrita. Eu riscava as páginas amarelas da Veja.  


Ao mundo, contribuo com minha alegria. Ele já tem problemas demais pra se ocupar com os meus. É raro que o vento não acarinhe minha dentição. Lá está ela, nem tão alva assim, a expor ao mundo que a vida pode ser bela. 


Mas me diga cara Candonga, o que fazer com os sentimentos ruins? Com as angústias? Com os medos? Com as mesquinharias? Com os sentimentos imundos e relegados? Com a raiva? Com o amor? Com as paixonites recolhidas? Com o tesão? Com o tédio? Com o êxtase? Que fazer deles? Que fazes tu com os teus? 


Os meus são escritos. Exceto quem comete o delito imortal de aproximação, eles não são visíveis senão em fragmentos minúsculos(um deles é este blog que contém fagulhas de intensidade revestidas (sabiamente) com uma caixa imensa de malemolência  encimada por um laço bem feito (e enorme)de timidez.


Amigos são aqueles que se atreveram a tirar o laço e olharam além da caixa.  A estes é permitida a intensidade essencial. Crua. Moderada. 




Aproxime-se Candonga. Mas não diga que não avisei...



4 comentários:

Cris... disse...

Então Luba... vim conhecer-te...

Realmente, temos muito em comum, não é à toa que se identificou com as minhas palavras, pq este post que acabei de ler parece até um retrato meu...

Obrigadissima por me ler (toda), fico lisonjeada. Acho que ninguém nunca fez isso...

Vou mais ali e mais ali embaixo, ler mais de vc tbem...

Beijinhos...

P.S: eu nao vou ,e desfazer do blog dessa vez... ok? rs

luba disse...

rsrs Oi Cris!

Bom receber sua visita!
Entre, sente e fique à vontade. A casa é tua!

Engraçado, estou aqui com um post a escrever... "Sobre os blogs que eu gosto"

Li o seu com um prazer imenso!

É ótimo saber que não estou sozinha em minha intensidade. rs
Xero e volte sempre!

Anônimo disse...

Caracaaaaaaaaa

EStou atrasada para sair te encontrar, venho aqui e vejo isso!

Em primeiro lugar, não esperava um post edicado "a mim"....

Mas não foi para mim, foi para coisas que eu falei... E eu falei porque me vi... Vc sabe, é sempre mais fácil apontar e botar o dedo no outro que na gente mesmo.

Entendo perfeitamente tudo que vc escreveu, pois me sinto assim. Talvez não tão intensa mais, mas muito assim tb.

Seu texto está uma poesia pura. Merece ser publicado em algum lugar de circulação intensa, enorme, para as pessoas saírem de si mesmas.

Eu ADORO sorrir, tb.

Bjos bjos

luba disse...

=)

Candonnnnnnga!

ahahaha boba.

xero!!!!!!!