domingo, 22 de agosto de 2010

Doidice




"É natural. Um vendaval que passa aqui. Mais doidice ali. Ou uma seca que arrasou. 

Pior é não te ver agora. Aflora vícios..."
Djavan


Sim...


Acho que é doidice esta coisa de adoração.
É meio estranho ver todas as outras coisas perdendo a importância. É muito doido saber que nada mais importa além de cumprir determinada vontade.
É intenso, é revigorante. Você começa de repente a ter consciência que o mundo roda. Fica mais atenta, mais feliz, mais serena sabe como é?


Ah, é uma coisa meio... doida. Oras, não é lá muito fácil abrir mão de uma dádiva importante como o livre arbítrio. Fácil não é. Mas dá um prazer alucinógeno.


E vicia viu?


Esta coisa vicia.


E pra quem nunca lidou com vícios como eu,  é complicado dosar a intensidade. Mas UFA! É bom saber que não sou eu quem precisa dosar. Dói ter a colher de medida nas mãos de outra pessoa. Mainha, cozinheira dadivosa diria "sai da minha cozinha!!!". Eu deveria ter "puxado a ela" não?


Mas é bom ser a cozinha de um bom Mestre Cuca. Daí Ele bate com o rolo de macarrão, corta com a faca. bate com o martelo pra amaciar, prende com clamps o que restou do macarrão... Possibilidades infinitas na cozinha.


E que daí saia uma refeição deliciosa: uma submissa.

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