sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A flauta de Pã... ou sobre quero ser flauta...


Sátiro e Ninfa - Arthur Fischer, 1900.


A ninfa descansava nua sob o sol com os cabelos dourados acariciados pela brisa quente, o calor agia devagar e lentamente o ar morno colocava todo o mundo fatigado.


Ao longe pastores guiavam seus rebanhos pelos campos e as árvores do bosque murmuravam uma canção de ninar em conjunto com as águas onde náiades se banhavam. No meio de seu devaneio ela sentia surgir sorrateiramente o ser meio-homem, meio-bode, que tanto abominava.


Ele esgueirava-se e a encontrava indefesa e excitada. Sua língua quente e áspera de besta machucava o sexo de Siringe que se abria para sentir aquele incômodo prazeiroso. Ele encaixava a cabeça entre suas pernas e bebia qual um animal voraz dos lábios de Siringe. Seu beijo fazia-a contorcer-se, não podia acordar, sentia-se enfeitiçada e desesperada de lascívia.


Então ao se entregar Siringe acordava. Sonhava sempre o mesmo sonho e temia não resistir se o deus dos bosques fosse de fato procurá-la como Morfeu profetizava. Até que em uma tarde de verão aconteceu o que a ninfa tanto temia e aguardava. O sátiro surgiu da mata pronto para tomá-la e amedrontada pela paixão de seu perseguidor, Siringe pôs-se a correr.


Contudo não havia para onde fugir e ao alcançar o rio Ladon, a ninfa implorou ajuda às náiades. Elas se compadeceram de seu medo e a transformaram. O fauno ao chegar às margens do Ladon encontrou apenas o vento fazendo os bambus cantarem, os bambus nos quais Siringe fora transformada.


Pã não desistiu. Enfurecido, expulsou as náiades, depois, fez dos bambus uma flauta, assim teria Siringe eternamente ao alcance de sua boca. E a julgar pelo som que a flauta produzia, não resta dúvida que Siringe se deixou levar pelos lábios do deus selvagem gemendo melodias e gozando todas as vezes que ele a tocava.



2 comentários:

Nynna disse...

Ois Luba,
Tem dias que eu queria um Pan-Sátiro-Lycan em minha vida. Só encontro metrossexuais entediados.
Queria os bons tempos em que existiam Homens com "H" e eram fortes, dominadores, machistas, ciumentos, briguentos, decididos...
Desculpe, tô meio de saco cheio dos cavalheiros que fogem das damas..rs..
bjos

luba disse...

ai ai ai... também quero o pan-sátiro lycan!!!


metrossexuais entediados ahahahahahahahahaahhahahaha


FATO!


Já não se fazem homens como antigamente... =( Azar o nosso...