quinta-feira, 1 de abril de 2010

Fazia tempo que eu não chorava.



E ontem eu o fiz. Copiosamente. Um choro de desespero, daqueles com soluços e pausas de respiração. .
A minha vida tá mudando, tem um monte de coisa acontecendo. Neste contexto, minha família e meus amigos são essenciais.


Eis que um dia a dicotomia se apresenta logo ali.


Algumas pessoas vieram em minha mente: N, C, M, R, M e A.


Antes de tudo, minhas amigas desde que me entendo por gente. Acho que elas me fizeram me entender gente.
As quatro últimas o tempo e os acontecimentos se encarregaram de afastar sumariamente de mim. Tem nada não, amo igual e sei que de alguma forma, elas me amam.


N é a melhor amiga do mundo. Já citada e devidamente presente, mesmo que de longe...


E ela, a  minha prima. Ela quem amo demais. Ela que me faz enxergar um mundo além de mim. 


Que tava perto. Até amanhã...


Amanhã, parte de mim viaja pra longe junto com ela. Isso doei. De sangrar.


Quando a vi, o desespero bateu forte. A quem recorrer quando eu estiver absolutamente só e sem rumo algum? A minha casa, a minha realidade está indo embora! 


Fui até a casa dela,  e quando a vi, eu que já estava calma, chorei, chorei e chorei.


Eu estava sendo abandonada. Eu estava perdendo um braço, uma perna, meu pulmão... Uma parte de minha racionalidade. Minha lucidez, quem sabe.


Pior, com o horizonte se expandindo pra ela, nem egoísta eu poderia ser. Fico aliviada em saber que com ela vai um anjo. Um anjo que ajudei a colocar na vida dela. Seu noivo, seu amor. Que Deus os abençoe. 


Voa meu amor... Meu porto seguro. Minha irmã. Gêmea. A parte boa e simples e nobre e real e bonita e lúcida e crítica e inteligente e boa com números e metida, e realista e especial. 


No seu colo de infinito eu me sinto em casa. 




luiza, a sem casa.




Te amo prima.

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