GRITAR. De êxtase.
Ontem, depois de toda aquela confusão da chuva, tive uma grata surpresa. Não só meu ônibus veio vazio e cheinho de lugares, como dentro dele tinha um moço que olho faz tempo.
Sim é coisa de pele. Alguns chamariam de tesão. Mas acho que o olhar daquele homem causa um furor tamanho que não cabe nesta palavra pequena.
Nem alto ele é, mas a postura o faz galgar centímetros. Pensa num moço que é puro charme?
O nariz dele instiga. E olha que nunca fui ligada em nariz. Nunca reparei, mas o dele chama atenção.
É todo m a c h o!
Ele macho e eu puta. Puta não provocativa, presa por um fio invisível de timidez e recato, quiçá noção deturpada e moralista do que seja elegância.
Não o vi. Ele, ao se virar, fixou o olhar de felino em mim. E eu o senti.
SEDE. Foi isso que senti. Sede. Ah como eu queria!
Subitamente tive consciência que adoro homens seguros. Daqueles que tem consciência do tesão que podem provocar.
Eu queria sugar toda aquela energia que eu sinto de longe. Ele é um desafio. Queria tê-lo, de forma a usufruir daquela empáfia.
Ele é daqueles homens que parecem nunca estar satisfeitos. E a puta queria esfregar-se até tirar aquele sorriso do rosto. Até vê-lo exausto. Até fazè-lo GRITAR!
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