terça-feira, 26 de abril de 2011

APS... ou sobre como somos diários.



Intensa que sou, fui sempre de amizades eternas. Sabe daquelas que a gente dizia que ia durar pra sempre? Sim, eu tenho mania de ser ridícula. Círculo vicioso darling.. 


Mas como diria a mais macho que muito homem Eller, a Cássia, "o pra sempre sempre acaba..."


Bem, em mim fica sempre este amargo na boca. Ingenuidade de quem cumpre a porra da palavra. Juro que paro no tempo. 


Se um dia eu disser pra sempre pra você, é pra sempre mesmo. Eu não falo isso a esmo porra!


Agora #comofaz com a minha cara de bunda ao tratar uma amiga que não te dá a mínima durante sei lá 6(!!!) anos como quem viu ontem?


Parecia uma estranha. Sim, ela mesmo de quem eu soube dos namoros escondidos. Nós mesmas que nos ouvíamos até no silêncio. Quem precisava de palavras? Bastava um olhar. 


Ontem ela me adicionou no facebook, sem nem uma mensagem(fdp mil vezes, não sabe que eu detesto isso?). Nosso longo diálogo:


E aí? Tudo bem?
Sim e vc?
Tudo bem!


FIM.


CARALHO. Doeu. Doeu pq eu tava quase cantando o rei: " eu tenho tanto a lhe falar mas com palavras não sei dizer..." e ela  fica offline. 


Offline como a nossa amizade. Se digitasse meu nome e o dela no google daria um about:blank.


Bem, eu devo ser completamente descartável mesmo.  Fazer o que? 


Sou não. Na verdade, refleti e vi que represento uma espécie de diário comunitário. Aqui estou eu, aberta e vulnerável. Venha, escreva uma ou mais histórias que ficarão eternizadas em mim. Por vezes alguém veio e arrancou uma página que escreveu, mas os traços continuam ali. Uma história existiu. 


Páginas  determinadas, não infinitas. 


E afinal de contas não somos todos nós assim, diários?


O que posso escrever em ti?


Caminhemos. Diariamente, Dia-a-dia, página a página. 

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