sábado, 9 de abril de 2011

ó Rio amado, idolatrado, salve salve!!! ou sobre a minha Pasargada pessoal.


O Rio tem palmeiras, onde canta o sabiá.
As àrvores que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá (na minha terra).
Aqui é Passargada.


No momento em que meus pés tocaram o chão da calçada de Copacabana, veio um insigth que poderia ter vindo lá mesmo, no Pelourinho. 


Não é fácil andar descalça por aí. Especialmente nos lugares belos. É lindo? É. Dá trabalho? Puta que pariu, meus pés que o digam.


Vale dizer que  NÃO ADIANTA FUGIR. Mas se esconder pode né Brasil?


Vale dizer que a depravação precisa ser exercitada dia a dia. Sedentária que sou, prefiro sentar com chocolate amargo e bem... esperar o tempo passar.


Hoje é sexta-feira(ops, é sáaaaaaaaabado!!!) e não estou onde supostamente estaria. 
Curiosamente, estou ótima. Mesmo!


Em paz comigo.


Eu vim procurar a luiza que deixei aqui  no Rio. Encontrei outra. Mais forte. Sim, um pouco (muito) mais ácida. Mas nada que uma boa surra não cure.


Amanhã vou ao Jardim Botânico(hoje!). Tirar fotos e curtir fatos. 


Depois almoço nham nham... Depois... bem é depois. 


Hoje o que posso dizer é que meus pés gelados das águas de Copacabana sabem o que é andar em um calçadão bonito e sabem também o que é pagar R$4,00 em uma água de coco que custa metade do preço em Salvador.


Minha terra, minhas origens, meu coco, aí vou eu!!!!!!


Mas não se preocupe Rio, dia destes tô de volta. 


Vou-me Embora para Pasárgada
Manuel Bandeira


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei


Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada


Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.



RIO de janeiro   é a minha  Passárgada pessoal. 
Rio...  não esquenta. EU VOLTAREI.




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