sábado, 23 de julho de 2011

O amor é um jogo de azar...


Para ler ouvindo a diva Amy: 




Há em mim uma fera agitada. Presa numa jaula.

Parou de uivar. Parou de ganir.

Tá quase entendendo que simplesmente não adianta.

Foi vencida mas ainda respira.


***


A noite chegou mais uma vez. Trouxe a escuridão, forte e imponente.

A solidão também veio. Incrível esta solidão. Pode ser até bonita.

No meio de um monte de gente ela te dá um beijo e te captura sem ser sequer notada.

E então você está lá. Só.

Pior que nem lésbica você é. Rá!

Daí você, incauta, se debate, grita, briga, xinga, loucamente escandalosa. Não adianta.

Sabia que o beijo da Solidão é calmo e viciante?

No começo amarga que nem jiló. Depois você acostuma.

Talvez pelo cansaço.

Você cansa de procurar. Cansa de esperar. Tipo criança rebelde...

Primeiro ela grita, grita, grita e esperneia. Quando ninguém liga ela só funga.

Depois ela fica com aquele olhar triste que vem sei lá de quais alvos não atingidos.


***


Digamos que não sei lidar com indiferença.

A única coisa que tenho medo, medo mesmo é que acabe meu estoque de fósforos de esperança.

É, talvez eu tenha medo do escuro. Mas... Sabe? Percebi que é tão egoísta cantar Vanessa da Mata!


"Não me deixe só...
Eu tenho medo do escuro,
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz..."


Egoísta não? Rs

No fim das contas cada um tem que ficar por pura decisão. Por um QUERER e não por um ganido.

E poxa... é até engraçado ver ao longo dos anos as  pegadas que sempre estão em direção oposta da caverna que sou eu.


***


Ô, não me entenda mal. Quando era pequena o bicho do otimismo me mordeu. E daí eu tenho esta cruz de acreditar em um mundo melhor, colorido e tal... Uma mente fértil, fantasiosa e infantil.

Acredite:  se eu conseguisse apagar esta luz, não teria tanto medo de escuro.

Tudo é mais simples quando você não cria expectativas. Repare.





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