segunda-feira, 18 de julho de 2011

O olhar do menino

Tentador.

Ela já o conhecia desde infante. Aquele olhar que só os competentes tem foi identificado ainda na infância.

Festa familiar. Casamento de um primo que por obra do acaso seria cunhado do olhar. Ela foi pensando nele. Chegando lá, não o encontrou de pronto.

No momento em que o arrepio chegou na nuca, eles se viram.

Tava casado com uma menininha histérica e que levava uma gravidez em estado adiantado.

Pela festa inteira eles se olharam com a fome que a pele exala.

Nunca estiveram juntos. Nunca estarão.

Mas aquele olhar exala paixão. É como lâmpada para mosquitos.

Quando ela desceu a escada apertada  levando o tio bêbado, ele subia. Aquele espaço minúsculo ardia com as labaredas do desejo.

Quantas vezes naquela tarde foi quase impossível desviar o olhar que insistia em se perder nos dele?

Será que aquele olhar que fez um redemoinho em meu umbigo foi percebido?


Sigamos.

2 comentários:

Roberto da Silva Ribeiro disse...

Ah, eu tenho uma história assim tb.

luba disse...

são deliciosas rs
;)